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Tuesday, November 14, 2006

Como o calor fogo...

Hoje lembrei dessa frase "tão certo quanto o calor do fogo". É de uma música do Capital Inicial.
Lembrei do início de faculdade. Tudo bem que daqui um tempo vou lembrar a música que ainda vou escolher para a minha formatura. Que lindo!
Será que realmente existem coisas tão certas assim?
Bom deixa pra lá... prefiro a letra do Zeca Pagodinho "deixa a vida me levar". Mas é bom de vez em quando dar nossas arriscadas e sair fora do que é esperado.
Eu sei lá porque estou escrevendo essa sessão de auto-ajuda. Deve ser porque saí do psiquiatra hoje. Médico que eu recomendo a todos, mas não em excesso. Não é bom se conhecer demais. Vai saber o que podemos descobrir.
Minha amiga pediu pra eu escrever algo menos triste.
Ainda não é uma coisa muito engraçada, mas quase.

Friday, November 10, 2006

Desencontro

Deixa eu desabafar, antes que eu guarde isso dentro de mim e fique remoendo por meses, um momento que durou 10 segundos. Falei, muitas vezes, pra mim mesma que dessa vez acabou, não o procuraria mais, não mandaria mais mensagens, nem toques, nem pensaria nele. Não consegui. Pensei, dei toques, mandei mensagens. Em muitas dessas não obtive resposta. Ok, eu achei que tinha vacilado com ele. Ignorado o que ele estava sentindo naquele momento. Que mania essa de apaixonar-me depois que acabou. Nunca gostei dos beijos dele, não me fazia flutuar. As conversas me pareciam falsas e não tinham graça. “Sabe que eu gosto de ti, tu é uma pessoa especial, diferente. Gosto do teu jeito.” E daí? Palavras decoradas em um ambiente montado. Árvores, pássaros, primavera. Seria lindo, se não fosse sem graça, sem emoção. Por vários momentos pensei que o problema era EU. Não era. Não é.
Para declarar um amor, não é necessário palavras, muito menos tentar convencer o tempo todo que gosta da pessoa. Isso se sente com o coração, com os olhos e com a pele.
Passando por ele hoje, casualmente, senti um frio, um arrepio. Geralmente isso acontecia. Na hora em que estávamos juntos, conversando ou nos beijando, não sentia nada. Queria que aquele tempo passasse logo, afinal tinha que contar para minhas amigas o que tinha acontecido. Era bom, mas mediano.
Percebi o que está acontecendo. Senti o arrepio somente depois que ele passou e não ao mesmo tempo que estava com ele. Isso deve ter uma explicação psicológica. Meu cérebro deve produzir alguma substância que me faça achar que alguns minutos antes tinha estado com um grande amor. Preciso de um psiquiatra. Urgente!
Não gosto de estar com ele. Mas sinto saudade quando não estou. Deve ser carência. Vontade de estar com alguém que me completasse. Vontade de estar com alguém com quem gostasse de conversar. Aquelas coisas que me contam. “Nossa, o tempo quando estou com ele voa”. Comigo o tempo só voa quando estou dormindo.
Uma amiga me falou: “ultimamente estou escrevendo mais sobre falta de amor do que de amar.” Deve ser um vírus. Uma outra amiga: “acho que estou dormindo demais.” É um vírus. Mas será que isso fica incubado no corpo por quanto tempo? Espero que seja como aqueles vírus de infância. Duram 7 dias.
Meu Deus! Que ridículo o que escrevi hoje, mas releve. Eu estou com ódio. O que faz uma pessoa com quem você trocou beijos e carícias passar por ti como se fosse um colega de aula, de trabalho. Se não queria conversar, tudo bem. Então faça como eu disfarce. Faça de conta que é educado.

Tuesday, November 07, 2006

O que me incomoda...

Pensei em escrever, só para me distrair. Às vezes fico assim, quero que passe o tempo. Parece que escrevendo posso adivinhar o futuro, ou pelo menos tentar. Parece que as palavras soltas vão formar uma resposta para minhas tantas perguntas. Não sei pra que querer que o tempo passe!? Na verdade quero saber se vou ser feliz ou, o que vai estar acontecendo comigo daqui a 10 anos. Mas, ao mesmo tempo sinto que o tempo vai passar, assim como, já passou.
Foi-se 23 anos. E o que eu fiz? Muitas coisas para os outros. Com certeza. E pra mim? Nada! Deixei passar paixões achando que ainda não era hora e que com o tempo, no seu devido tempo, elas voltariam. Não voltaram. Não voltam. Pelo menos não as mesmas paixões e nem com a mesma intensidade da adolescência. Achei que pudesse esperar. Afinal, eu precisava deixar algumas coisas em ordem. Tentei resolver os problemas de todos. Ainda tento! Deveria aceitar que as próprias pessoas teriam que resolvê-los. Paciência! Muitas delas não querem nem pensar nos problemas e fingem que não os tem. Por que será que eu não aceito isso? Deixei minhas paixões e em troca o que ganhei? Mais dúvidas, incertezas e desilusões com as pessoas.
Meus amores poderiam ter me esperado ou, então, não eram amores. Na verdade eu não esperaria por eles, caso acontecesse o contrário. Não posso cobrar. Tem que vir do coração. Da vontade. Do sentimento.
Pedi um tempo pra vários garotos (não tantos assim!). Mas o tempo que eu precisava nunca acabava, não acabou. Faziam com que se cansasse e conseguia. Ainda consigo! Tenho coragem de fazê-los me odiarem, mas não coragem de deixá-los me amarem. Não posso nem pensar em admitir que um dia amei alguém. Será que amei?
Sinto falta de um ou dois deles. Mas eles já sabiam muito de mim. Como posso deixar alguém saber mais de mim do que eu mesmo? Não posso. Eles me olhavam no fundo dos olhos ... eu tinha medo. Eu tenho medo! Medo de que? Talvez de sofrer no futuro, por isso sofro agora. Largo antes de ser largada. Queria que alguém percebesse isso e não me deixasse. Não desistisse! Não me deixasse fugir, mais uma vez. Me segurasse forte pelo braço e dissesse que “dessa vez NÃO! Comigo não!”
Digo e faço tudo ao contrário do que gostaria, mas só percebo isso depois. Às vezes, muito tempo depois. Eu humilho e nego qualquer tipo de afeto, a não ser a amizade. “Acho que podemos ser bons amigos, gosto muito de ti.” Idiota! Oferecer amizade a quem está disposto a te amar é uma ofensa.
Há algum tempo não sinto meu coração bater mais forte e rápido por alguém. Não sinto nada! Até um ponto isso é bom. Me defendo. Mas até quando? Talvez tenha chegado a hora do troco. Vou ter que esperar um grande amor. Quando meu coração, enfim, ceder ... eu vou levar o troco.
Aí está o medo. Não entrego o coração e não curto o amor no momento em que está acontecendo. Quanta coisa perdi, quantos tragos, quantas festas, quantas noites de amor ... quantas.
É melhor não pensar. É melhor agir e, assim que acontecer me jogar de vez. Sem pensar em nada mais, muito menos em conseqüências. Simplesmente deixar acontecer ... acontecer tudo ... tudo!